Com o objetivo de potencializar o trabalho da Rede Tecendo Parcerias junto às comunidades acompanhadas, a Cáritas Alemã está promovendo um curso sobre a Metodologia Comunitária (MeCom). Além das entidades que integram a RTP, participam da capacitação jovens e lideranças comunitárias.
A MeCom se divide em três módulos: diagnóstico, onde se identifica a necessidade do grupo; gerenciamento de projetos, que são as propostas de intervenção pensadas a partir da realidade apresentada pela comunidade; e promoção de redes sociais, indicando as parcerias que podem ser feitas para desenvolver o que foi pensado.
Segundo o consultor para Metodologia MeCom, Antônio Calero, essas três dimensões podem ser utilizadas separadamente ou juntas, de acordo com a necessidade de cada comunidade. No entanto, o diferencial dessa proposta é trabalhá-las de forma integrada.
Ele também ressalta que o uso da metodologia em trabalhos realizados em rede é potencializado pela rica troca de experiências. “Esse intercâmbio e essa sinergia do grupo facilitam a sustentabilidade das ações e as relações construídas no âmbito dos projetos”, explica o consultor.
Outro ponto de destaque na MeCom, segundo Calero, é a valorização dos adolescentes e jovens enquanto sujeitos transformadores de sua própria comunidade. Para José dos Santos Costa Júnior, 19 anos, que participa do curso pela entidade Proamev (Pró-Adolescente Mulher, Espaço e Vida), da Paraíba, os conhecimentos adquiridos ajudam a juventude a se organizar e a entender qual o seu papel nesse processo.
“Depois que eu passei a participar desse curso, eu vejo a minha comunidade com outros olhos. Percebi que a própria comunidade também tem responsabilidade pelas coisas que acontecem nela, sejam boas ou ruins. A nossa parte [a do jovem] é de ser sensibilizador, multiplicador”.
De acordo com o consultor para os assuntos do Programa Infância e Adolescência de Cáritas Alemã no Brasil, Joa Merklein, a ideia de oferecer o curso sobre a MeCom surgiu da identificação de que a RTP não tem, hoje, uma metodologia de trabalho em rede. O que existe é cada instituição desenvolvendo a sua própria metodologia, com sua forma de trabalhar.
“Por isso, essa metodologia ganhou um peso muito grande: ela passa a ser uma referência comum para a gente trabalhar na diversidade, mas a partir de uma compreensão comum”, explica. Ele também ressalta que a MeCom é fruto do acúmulo de várias metodologias e práticas existentes e que ela já é aplicada em vários países com bastante êxito.
O 2º módulo do curso, que tratou do gerenciamento de projetos, terminou nesta quinta-feira (19), em Recife/PE. O 3º e último módulo sobre o tema das redes sociais, está previsto para acontecer no primeiro semestre.
Para Antônio Calero, o potencial das entidades da RTP pode contribuir com o êxito da aplicação da metodologia em suas áreas de trabalho. “Esse grupo tem muita experiência, principalmente, no campo social. É um grupo que evolui constantemente e que também é bastante crítico”, avalia.
Creditos
: Assessoria de Comunicação Rede Tecendo Parcerias
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